Imenso Mar

janeiro 29, 2019 Off Por urukum

Imenso Mar é a palavra, a inspiração e a dúvida, o universo que faz Moriana ser quem é. Em suas histórias, chamadas raízes de pedra, revisitamos mitos e lendas, crenças e superstições ligadas a mulheres que por meio de suas forças interiores escreveram os capítulos de suas vidas. São mulheres fortes como as mães primeiras, são musas e graças, deusas e orixás, parteiras e benzedeiras. Elas estavam nas tribos na época das grandes navegações e nas deusas de pedra reunidas na cabana de Gameleira, mulher árvore, ou árvore mulher, elas estavam nas vozes que as escravas ouviam, nas palavras das irmãs sem tempo e nos fios tecidos pelas Fiandeiras.

Uma história não é somente contada pelo tempo dos dias e anos, mas também pelas artes nascidas nos misteriosos caminhos da inspiração, como os anjos de Giotto, os retirantes de Portinari, as sibilas de Michelangelo, os profetas de Aleijadinho, as mulatas na última ceia de Mestre Ataíde, os sambas de Noel Rosa, as traduções de padre Manoel da Nóbrega, os escritos de Teresa de Ávila, a fé das carmelitas, jesuítas e franciscanos e os retratos de Moriana feitos por Benício.

Musas ou Graças, mitos ou realidades, seja qual for a explicação para a inspiração ela se encontra nos caminhos que desenham o mapa do mundo por meio das descobertas na época das grandes navegações, passam pelos portos de Lisboa e de Sevilha, desembarcam em Salvador, avançam para São Tomé das Letras e pela luta da natureza contra as mineradoras, caminham pelo bosque de jequitibás em Santa Rita do Passa Quatro, pelas termas de Poços de Caldas e finalmente retornam para o ponto onde tudo começou: os olhos de Moriana.

 

<em processo de finalização>